Tudo que você precisa saber para visitar o Japão

Viagem ao Japão

Antes da viagem há alguns ítens importantes que devem ser providenciados:

1. Vistos: 

Se for viajar com passaporte brasileiro é necessário visto para o Japão. Quando for tirar o visto é recomendável que já tenha as passagens compradas e as reservas de hotéis confirmadas, pois a cópia desses documentos ficará retida no consulado no momento de solicitação do visto. Há dois formulários que devem ser baixados do website do consulado e entregues preenchidos. Um dos formulários  é para identificação dos passageiros (nome, data de nascimento, endereço, número do passaporte e perguntas sobre antecedentes criminais), e o segundo formulário é para ser preenchido com o roteiro da viagem  e deverá conter os voos e  também os nomes, endereços e telefones de todos os hotéis que serão utilizados durante sua permanência no Japão.

Ao contrário dos Estados Unidos e Canadá, em que o visto é válido para viagens posteriores, no caso do Japão é diferente. O visto é dado apenas para o período de duração da viagem (de acordo com as passagens e o roteiro fornecido). No nosso caso, por exemplo, nosso roteiro previa 11 dias e o visto veio para apenas 15 dias. Só.

Ou seja, ano que vem vai ser preciso tirar outro visto. Sim…. vamos voltar! Adoramos o Japão! Continue lendo para saber o “porquê”…     🙂

2. Passe de trem:

Vistos tirados, é hora de comprar os passes de trem.

A melhor forma de viajar pelo Japão é de trem. O Japão adota a “mão inglesa “, então, dirigir pelo “lado errado” e com as placas de sinalização escritas em japonês deve ser um “pouquinho” complicado (só um “pouquinho” rsrsrs).

A rede ferroviária japonesa é gigante. Pude constatar que as estações de trem são melhores do que qualquer aeroporto internacional brasileiro.

Trens bala ligam cidades importantes várias vezes ao dia,  e a viagem tem duração igual ou menor do que se for usado o avião, pois no caso do trem é possível chegar “em cima da hora”.  Já quando se opta por voar, há a necessidade de chegar no aeroporto com horas de antecedência, aguardar para passar por raios-x, etc e isso acaba aumentando o tempo total da viagem. Sem falar que as estações de trem estão localizadas no “coração” das cidades enquanto os aeroportos às vezes ficam bem distantes (como acontece por exemplo com o  Narita _ Aeroporto Internacional de Tokyo,  distante duas horas do centro de Tóquio)

Para usar o trem, a melhor forma é comprar o JR Pass (Japan Rail Pass). Este passe deve ser comprado antes de embarcar para o Japão, pois não é vendido lá. É um passe destinado exclusivamente aos visitantes.

É possível escolher um período de 7 ou 14 dias. Note que estes dias começam a contar a partir do primeiro uso e são ininterruptos. Por isso é importante planejar não só a duração do passe mas também qual será a data mais “eficiente” para começar a usá-lo.

Como funciona o JR Pass:

O passe é comprado em qualquer agência autorizada existente em sua cidade e no momento da compra recebe-se um voucher. Quando desembarcar no Japão, basta comparecer em qualquer loja da JR (Japan Rail, facilmente identificado pelas letras JR escritas em verde). Essas lojas estão presentes nos aeroportos e na grande maioria das estações de trem.

Na loja você apresenta o voucher e o passaporte e, IMPORTANTE: informe a data em que vai começar a usar o passe. Pode ainda deixar seus itinerários e poltronas já reservados.  Esse serviço de reserva é grátis. Se estiver viajando em épocas concorridas (cerejeiras em flor no início da primavera, ou no outono e ou durante os grandes feriados japoneses), é recomendável fazer as reservas de assentos.

A partir do momento de apresentação do voucher e passaporte, a loja vai imprimir um cartão e este cartão é que você deverá apresentar sempre que embarcar.

Japan rail pass-1.jpg

Passe para o trem no Japão

Importante: o passe dá direito ao uso do “shinkansen” (o maravilhoso e mega-rápido “trem-bala”), mas não são “todos” os trem-bala. As categorias “Nozomi” e “Mizuho” não fazem parte do passe, então, quando fizer sua programação e até mesmo no momento do embarque, certifique-se que está usando o trem da categoria certa. Caso entre no trem-bala errado,  terá que pagar  a passagem e ela custa bem caro, segundo li no website do Japan Rail.   A diferença de velocidade é bastante pequena: os trens-bala cobertos pelo passe viajam a aproximadamente 230km/h ao passo que os da categoria Nozomi e Mizuho trafegam a 300 km/ h.

A compra do passe pode ser para poltronas na primeira classe ou na classe comum. A classe comum é excelente e não há a menor necessidade de gastar dinheiro extra comprando primeira classe. Já usei o sistema de passes de trem na Europa (onde comprei primeira classe) e posso garantir que a “classe comum” no trem do Japão equivale à “primeira classe” nos trens europeus.

Se você tiver reservado assentos, vai receber do funcionário uns cartõezinhos contendo a data da viagem, origem e destino, número do vagão do trem e número da sua poltrona. Chegando na estação basta olhar no painel qual a plataforma do seu trem (há painéis luminosos iguais ao de qualquer aeroporto com informações em inglês e japonês). Dirija-se para a plataforma designada e olhe para o chão pois no chão estará pintado o lugar em que o vagão irá parar. Ou seja, se você fez reserva e está escrito que seu vagão é o “11”, por exemplo, vá caminhando pela plataforma até encontrar o número 11 pintado no chão. Lá terá ainda um desenho mostrando como a fila de pessoas deve se posicionar. Mais organizado impossível! 🙂

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Cartão de reserva de lugar. Vagão 11, assento 5B, Hikari de Kyoto para Tokyo no dia 4 de maio partindo às 9h56.

Atenção! No Japão a educação e a delicadeza imperam. Ninguém fura-fila, ninguém encosta em ninguém. Se você chegar no local de embarque e já tiverem pessoas aguardando, posicione-se atrás do último passageiro (o piso tem linhas marcando inclusive para que lado a fila deve se formar para evitar atrapalhar os passageiros que irão desembarcar). Depois que todos desembarcam é que as pessoas começam a embarcar. O Japão é organizadissimo e todos os detalhes são milimetricamente planejados.

Atenção! O trem fica menos de três minutos na estação. Se estiver com muitas malas, programe-se antes do trem chegar , decidindo “quem vai carregar o que”. Não dá para “fazer cera” depois que o trem para. É o tempo exato de sair quem tem que sair e os passageiros embarcarem rapidinho. O trem não espera! 🙂

Os trens suíços são famosos pela pontualidade, onde é possível acertar o relógio baseado no horário do trem. Pura verdade. Já fizemos mais de uma dezena de viagens à Suíça e realmente os trens são super pontuais. Mas…. os trens japoneses não ficam atrás! São super-hiper pontuais. E ainda limpíssimos e confortabilíssimos e com atendentes bem mais simpáticos e cordiais que os europeus…

Caso você não tenha feito reservas de assentos, optando por deixar seus horários mais flexíveis, não há problema. Normalmente os três primeiros vagões do “Shinkansen” (trem bala) são destinados para passageiros sem reservas. Basta você andar ao longo da plataforma, procure o local onde vai parar o “vagão número 2”, por exemplo, é posicione-se na fila. Caso não tenha feito reservas, recomendo que você confirme nesse link  se é possível embarcar sem reserva (alguns “shinkansen” só aceitam passageiros com reservas).

Preço: O passe do Japan Rail de 7 dias custa USD255.00 e o passe de 14 dias custa USD409.00 por passageiro.

3. Cartão de telefone (dados).

Essa é uma das melhores dicas que eu posso dar! Providencie seu cartão de dados para uso da internet no seu smartphone ou tablet ainda antes de começar sua viagem ao Japão! Quando chegar lá, você já vai sair do aeroporto acessando a Internet, o que (vamos combinar…) é uma “mão na roda”!  🙂

Por medida de segurança, o Japão não permite que turistas comprem cartão de celular pré-pago como fazemos quando viajamos para a Europa ou os Estados Unidos, por exemplo. 

No Japão o turista para usar um celular (voz), tem que alugar um telefone e depois devolver o aparelho. Ou seja, aquele seu celular desbloqueado que você viaja para tudo quanto é canto e basta comprar um “sim card” e sair falando, no Japão não vai servir…  para nada.

Para nada?  Não!!! Seu celular vai servir para muita coisa e vai te ajudar muito!

Continue lendo…   (olha o suspense! rsrsrsrs)  🙂

O Japão não permite que sejam vendidos sim-card para voz mas permitem que seja vendido sim card para dados! E isso é fun-da-men-tal!

É possível então comprar um sim card e fazer uso dos dados. Ou seja, “Google Maps”, “Where”, “translator”, “Yelp”, “Tripadvisor” etc ficam ao seu alcance durante toda a viagem.  Além de Instagram e Facebook para você poder compartilhar a viagem com os amigos! 🙂

Tendo internet temos tudo, inclusive “voz”, pois podemos usar o skype para fazer reservas em atrações,  restaurantes, etc.

E a melhor parte do sim card para internet vem agora: É possível comprar seu cartão ainda antes de viajar e o cartão já estará esperando por você quando desembarcar no Japão! E os dados são ilimitados!  🙂

Como funciona: Quando faltarem 11 dias para sua viagem (não pode ser com muita antecedência nem pode ser muito em cima da hora), vá no site b mobile japao. Lá você vai ter opções da data em que vai começar a usar os serviços, o número de dias em que você pretende usar os serviços e onde você quer que eles entreguem o chip!!!  Fazem entregas até nos hotéis!

Eu achei mais prático já sair do aeroporto tendo internet, então optei para que entregassem o chip na loja dos correios localizada no próprio aeroporto. Quando fizer isso, olhe sua passagem e veja em qual terminal você irá desembarcar (depende da companhia aérea).

Narita Airport, em Tóquio, possui três terminais. No meu caso, o voo da (maravilhosa) Air Canada chegava no Terminal 1 e a loja do correio fica no quarto andar. Os outros terminais também dispõem de lojas do correio e você deverá saber em que andar estão localizadas para poder ir buscar seu cartão.

Chegando na lojinha do correio, basta mostrar seu passaporte e o número de rastreamento (fornecido pela B Mobile no momento que você concretiza a compra pela internet),  e um dos funcionários dos correios entregará a você um envelope onde estará o seu chip.

Basta inserir o chip no seu celular ou ipad e seguir as instruções  que acompanham o chip (são muito simples) e você já sai do aeroporto “conectado”!

Eu optei por colocar o nano sim-card no meu iPad Pro porque a tela sendo maior facilita para enxergar os mapas, e deixei meu celular em “airplane mode” (usando apenas wi-fi).

Falando em Wi-Fi, quase todas as estações do metrô (e muitas linhas de metrô também) possuem Wi-Fi grátis e veloz. (Viva o Japão!)

Este plano que comprei para ter celular foi fantástico e funcionou 100% bem. A rede usada é muito rápida, os dados são sem restrição de limite (bom para ir fazendo backup de fotos durante a viagem). Eu não imagino o que teria sido a viagem sem ele! Usamos muito os mapas e as facilidades do Google de traçar o melhor roteiro entre dois pontos. Foi possível ainda consultar tabelas de horários de trens, destaques de cada local visitado e ainda encontrar os melhores restaurantes com preços razoáveis.

Agora que você já tem passagens, hotéis, vistos, passe do trem e internet já encomendada… é chegada a hora da viagem propriamente dita!  🙂

***

Moro em Vancouver, na costa oeste do Canadá, então a viagem não é muito longa _ são menos de 9 horas de voo. Mesmo assim recomendo o uso de roupas e sapatos bem confortáveis (as “yoga pants” são minhas favoritas para viagens aéreas de mais de duas horas e sempre abro mão da “elegância” em função do conforto! ).

Chegada no Japão (no nosso caso desembarcamos em Tóquio):

Aeroporto

Pontos que impressionam logo na chegada, ainda no aeroporto:

Tamanho, organização, excelente sinalização, limpeza. O aeroporto já tem aquele ar de “primeiro mundo“.

Narita-1

Chegada no aeroporto de Narita

Ainda no aeroporto, há algumas providências que precisam ser tomadas:

1. Dinheiro:

Depois que passamos pela imigração fomos numa das muitas máquinas ATM retirar dinheiro, e também trocamos papel moeda (dólares americanos) por Yens. Há dois locais que fazem troca de moeda e a sinalização para eles é excelente.

Li antes da viagem que o câmbio praticado no aeroporto é o mesmo do centro da cidade (coisa que não ocorre em outros países onde o câmbio no aeroporto é sempre desfavorável), então optamos por trocar logo o montante que imaginávamos ser necessário para toda a viagem, evitando assim perda de tempo para ir trocando / retirando dinheiro aos pouquinhos. A previsão que fiz foi boa e apesar das compras (inevitáveis num país com tanta coisa bonita), ainda sobrou um dinheirinho. Melhor do que “reconverter” para dólares (onde perderíamos com a reconversão) é deixar as poucas notas e as (muitas) moedas guardadas para a próxima viagem!  🙂

2. Apanhar o cartão de telefone pré-pago:

Já explicado no início do post o que é,  e como funciona. Na chegada basta ir no correios (dentro do próprio terminal) para retirar.

3. Validar os passes de trem:

Também já explicado no início do post o que é,  e como funciona. Basta ir na loja da JR localizada no próprio terminal (no sub-solo) para validar o passe.

De posse desses três itens, já é possível sair do aeroporto em direção ao hotel.

de trem ou vá de “limusine bus“. Só não vá de táxi! O aeroporto de Narita é localizado bem longe do centro de Tóquio. São noventa minutos de trem ou duas horas (ou mais, dependendo do trânsito) se optar pelo ônibus. Imagine pagar uma corrida tão longa num táxi, e ainda por cima num país onde os táxis têm a fama de serem caríssimos?!? Sem chance!  🙂

Como nós não queríamos usar logo o passe de trem, pois programamos  usá-lo nos sete dias finais da viagem, optamos por pegar o “limusine bus” (é um ônibus confortável que faz a ligação entre o aeroporto e o centro de Tóquio).

O tiquete custa 3100 Yens (aproximadamente 31 dólares) por passageiro. Se optar pelo trem, o preço é praticamente o mesmo _ 3000 Yens, o que equivale a aproximadamente 30 dólares. Não precisa reservar. Basta ir no balcão, pagar o tíquete e está tudo resolvido.

Caso o seu planejamento já inclua o uso do passe do trem desde o primeiro dia, você poderá ir para o centro de Tóquio “grátis”, isto é, usando o JR Pass. Basta você seguir a sinalização indicando “Narita Express” (o serviço de trem que liga o aeroporto à estação de metrô “Tokyo Station”, no coração da cidade.

No nosso caso optamos pelo “limusine bus” porque este, além de parar em algumas estações do metrô, para também em alguns hotéis, incluindo o hotel em que ficamos hospedados.

Achamos mais tranquilo chegar na porta do hotel e depois nos “situarmos” pela cidade do que já enfrentarmos trem, metrô e caminhadas até encontrar o hotel. Até porque a diferença de preço era de apenas 1 dólar, então, desembarcar  “dentro do hotel” foi de uma comodidade sem tamanho! 🙂

A viagem no ônibus foi bem tranquila, e as paisagens entre o aeroporto e o centro da cidade não são “nada demais”. Apesar do horário (em torno das 6 da tarde), o trânsito estava fluindo bem e chegamos no nosso destino em pouco mais de duas horas.

Parte 1: Tóquio

O hotel:

Ficamos no Hilton Tóquio e eu fortemente indico esse hotel para qualquer viajante que esteja buscando excelente localização, quarto muito amplo e confortável e excelente vista da cidade (peça um andar alto no momento da reserva).

Sempre que ficamos hospedados nos “Hilton”, optamos por tomar o café da manhã fora do hotel pois achamos caro gastar 60 dólares (casal) só para um “breakfast ” (até porque eu não gosto de comer muito pela manhã…).

O Hilton Tokyo é servido por duas estações de metrô: Niji-Shinjuku (essa pertíssimo do hotel, a entrada fica a menos de três minutos a pé) e ainda a estação de Shinjuku (uma estação gigante que atende várias linhas de metrô e também algumas linhas de trem de longa distância).

PS: O hotel tem piscina para uso dos hóspedes mas é obrigatório o uso de touca nos cabelos. Uma medida bastante higiênica por sinal!  Aliás, o cuidado com a limpeza é uma constante em t-u-d-o-  no Japão.   Realmente, espetacular!   🙂

Café da Manhã:

Na estação Shinjuku pode ser encontrado o melhor café da manhã de Tóquio com preços “arrasadores”. Chamado Berg, esse local (um pouquinho escondido numa das saídas da estação) merece o esforço feito para encontrá-lo. Tem pratos tradicionais com ovos, etc e ainda deliciosos petiscos alemães, saborosos cachorros quentes e um  chopp muitíssimo bem tirado. Chopp? No café da manhã? Sim, por que não? Nove da manhã em Tóquio significa depois de meio dia em muitos lugares do planeta….então…. por que não ? 🙂

Além do Berg, também tomamos um “verdadeiro café da manhã japonês” no popular mercado de peixes Tsukiji. Os japoneses comem arroz e peixe na primeira refeição do dia e nós curtimos muito o nosso café da manhã à moda japonesa! 🙂

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Comida em geral:

Como se come bem em Tóquio! É impressionante! Comemos muito bem todos os dias, desde um delicioso café da manhã à base de sushi (no popular Tisukiji Market) até alguns restaurantes mais sofisticados e ainda alguns mais modernos, que usam a esteira rolante e podemos escolher os pratos.

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Abaixo alguns dos lugares em que comemos, mas confesso não lembrar de todos os nomes / endereços pois muitas vezes a escolha era baseada na fome e no local onde estávamos passando.

Fungo-1

Restaurante Fungo, Tóquio

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Para circular na cidade:

O melhor modo de circular em Tóquio é usando a combinação metrô + andar à pé. A rede de metrô de Tokyo é muito extensa, e a sinalização perfeita. Muito fácil não se perder, pois não é preciso decorar o nome das estações! Cada estacão tem um número, então basta saver, por exemplo, que você precisa pegar o metro da Ginza Line e saltar, por exemplo, na estação “12”.

Estação Metro Tokyo-1

Estação de metrô em Tokyo

Todos os trens têm um mapa luminoso sobre as portas mostrando o número da estação onde está e o número da próxima estação.  Há também alto falantes nos trens anunciando os nomes e números da próxima estação, não só em japonês como também em inglês e outra língua que não consegui descobrir se é mandarim ou coreano.  🙂

Acho quase impossível alguém se perder, mas caso você consiga,  não se preocupe porque a cidade é super-mega-hiper segura e os japoneses têm enorme prazer em ajudar, então você não ficará “perdido” por muito tempo!    🙂

Para facilitar seus deslocamentos, recomendo que compre o  “Pasmo Card” ou “Suica Card”  logo no primeiro dia, ou ainda o “passe para um dia” para o metrô. Assim evitará ter que usar as máquinas para comprar tíquetes a cada viagem que fizer.

Esse cartão  (Pasmo / Suica) é  um cartão que pode ser carregado com mais dinheiro sempre que necessário. Ele também pode ser usado nas máquinas automáticas que vendem água e refrigerantes e ainda em algumas lojas de fast food.

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Máquinas que vendem água e refrigerantes. Estão em todos os lugares.

Outra forma excelente de circular é à pé.  Tóquio é uma cidade super segura e você pode circular à vontade sem o menor problema.

Bicicleta nós adoramos mas em Tóquio não usamos. Em compensação… quando chegamos em Kyoto usamos bicicletas para tudo! Assine o feed de notícias para saber quando estará publicado o meu post  sobre Kyoto!

Atrações:

Tsukiji Fish Market:  Além do mercado onde são comercializados 2000 toneladas de produtos marinhos por dia, há as ruazinhas ao redor do grande mercado, onde há restaurantes servindo peixe fresquíssimo e lojinhas vendendo todo tipo de coisa (facas, leques, cerâmicas, chinelos, quimonos, peixes, frutas, vegetais, etc).

Dica: Vá cedo. Aproveite o fuso horário porque no primeiro dia você certamente acordará muito antes do horário habitual e faça do Tsukiji Market sua primeira atração da cidade.  Se quiser ver o famoso leilão de atum, terá que chegar lá às 4 da manhã para se inscrever (o leilão ocorre muito cedo e apenas 120 pessoas podem entrar no local onde é realizado).  Nós não fomos para o leilão.  Chegamos lá às 8 da manhã e o movimento era bem grande.  Dizem que às 10 da manhã já está tudo “morto”, então a dica é chegar cedo.  Quanto mais cedo melhor! 🙂

Hamarikyu Gardens

É considerado o segundo melhor jardim de Tokyo e foi um retiro feudal durante o período Edo. Há uma antiga casa de chá num lago,  um pinheiro com mais de trezentos anos de idade e flores maravilhosas. Antigamente este local era usado para a caça ao pato selvagem pelos shoguns Tokugawa.  Os arranha-céus localizados ao redor deixam as todos deste local muito interessantes, com a mistura do antigo e moderno.

Contraste do antigo e moderno no Hamarikyu Gardens. Na foto inferior, o pinheiro que tem mais de 300 anos de idade e tem várias escoras onde seus galhos ficam apoiados.

Santuário Asakusa

Em Asakusa é onde o Templo Senso ( Sensoji, ou também chamado Templo Asakusa Kannon) está localizado.

A lenda diz que no ano de 628, dois irmãos estavam pescando e encontraram uma estátua de Kannon (a deusa da piedade). Cada vez que eles colocavam a estátua de volta no rio, a estátua voltava para eles. Então foi construído o templo (Sensoji)  para a Deusa Kannon.  É o templo mais antigo de Tóquio.

Gate Tokyo-1

Kaminarimon Gate

No acesso aos templos, a Nakamise Shopping Street tem várias lojinhas vendendo souvenirs e guloseimas (biscoitinhos, sorvetes, etc)

Asakusa - me-1.jpg

Fui entrevistada pela mais importante TV Japonesa sobre terremotos. Queriam saber o que eu sei sobre os terremotos no Japão e como nós aqui no Canadá estamos preparados para um terremoto. Essa foto foi depois da entrevista. O marido ficou tão emocionado me vendo falar para as câmeras que esqueceu de fotografar! rsrsrs Então essa foto foi depois da entrevista.  🙂

Asakusa Tokyo-1

Santuário Asakusa

TMGO – (Tokyo Metropolitan Government Building) –  Prédio dos Escritórios da Prefeitura de Tóquio

Localizado no bairro Shinjuku, pertinho do hotel onde estávamos hospedados. São duas torres (torre norte e torre sul) com decks panorâmicos de onde pode-se observar a cidade.

As torres têm 243 metros de altura e o projeto é do meu ídolo, o arquiteto japonês Kenzo Tange.

Além de vistas magníficas de toda a cidade, a grande vantagem é que está atração é grátis. Para quem está acostumado a pagar quando o assunto é visitar o topo dos prédios que oferecem vista panorâmica  (New York, Singapura, Vancouver, Chicago são exemplos de atrações pagas para se ir ao topo), é bem simpática a iniciativa japonesa de receber os turistas sem nada cobrar! 🙂

No observatório há um café e lojinha de souvenir. Caso deseje,  poderá também visitar o escritório de turismo, oferecendo mapas e guias para todo o Japão e que fica localizado no segundo andar do prédio.

TMGO-1.jpg

Pronta para visitar o TMGO

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Shinjuku Gyoen

É um dos maiores parques em Tóquio. Este parque é do Período Edo (1603-1867) e era a residencia do lorde feudal.  Durante muitos anos pertenceu à família real, tendo sido quase que totalmente destruído na segunda guerra mundial. Foi reconstruído após a guerra e reaberto como parque público. É um parque muito popular entre os habitantes da cidade e recebe muitas excursões com crianças acompanhadas de suas professores e mães que colaboram para que  a professora dê conta de tomar conta da turminha toda.

Gyoen Fla-1.jpg

Parece que foi combinado escolher essa cor de camisa para ir ao parque! 🙂

Além do parque propriamente dito, há uma estufa com plantas tropicais e sub-tropicais. Até mamão papaia vimos no pé! .  🙂

green House-2

Estufa

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Muitas plantas exóticas na estufa

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Roppongi Hills  

É um local moderno, muito famoso pela quantidade de bares, restaurantes e vida noturna. Há vários prédios residenciais, boutiques das melhores marcas (com belos projetos de arquitetura) e ainda um observatório localizado na Mori Tower.  Não fomos nesse observatório pois já tínhamos visto a cidade do alto quando visitamos o TMGO.

Roppongi abriga um importante centro cultural. Lá estão localizados o National Art Center (o maior museu de arte no Japão), o Mori Art Musuem e o Suntory Museum of Art.

Palácio Imperial (Tokyo Imperial Palace)

O palácio está localizado onde originalmente existia um castelo do período Edo e é a residencia oficial da Família Imperial. Os jardins ao redor do palácio são abertos ao público e a entrada é grátis. Os jardins localizados junto ao Palácio propriamente dito, são de uso exclusivo da Família Imperial e  são abertos ao público apenas no dia 2 de janeiro e 23 de dezembro, quando o imperador e sua família podem ser vistos nos balcões.

Há um grande parque ao redor do castelo que é facilmente acessado andando à pé à partir da Tokyo Station.

Uma das melhores vistas que se tem do castelo é a partir da ponte Nijubashi.

Parque Yoyogi

O Yoyogi Park pode ser visitado junto com o Santuário Meiji Jingu, pois são muito próximos.  Ambos estão localizados “ao lado” da movimentada Estação Harakuju. Começamos a visita pelo Yoyogi Park e lá encontramos uma grande manifestação, creio que algo ligado a sindicatos. Muito pacífica e com pessoas segurando cartazes, megafones, etc.  Não deu para entender nadinha mas foi bonito para assistir.  🙂

Yoyogi - manifestacao-1

Santuário Meiji (Meiji Jingu) 

É um santuário dedicado aos espíritos do Imperador Meiji e sua esposa, a Imperatriz Shoken. O Imperador Meiji foi o primeiro imperador da “era moderna” do Japão, é considerado o mentor da modernização do Japão.

Em Meiji demos sorte de assistir a um cortejo de casamento. Muito tradicional e bonito. Parecia cena de filme.

Durante a visita a Meiji, não se deve perder o passeio pelos jardins internos (a entrada custa 500 Yens). É muito bonito e é uma das grandes atrações do Santuário Meiji.

Durante a visita aos Jardins Internos, pode-se admirar o poço, depois de esperar alguns minutos na fila. O poço é chamado Poço Kiyomasa e era frequentemente visitado pelo Imperador Meiji e sua esposa, e ficou famoso por trazer boas energias para quem o admira.

Entrada de Meiji Jingu

Jardins Internos

Meiji  Templo-1

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Cenas de um casamento em Meiji Jingu

Shopping

Nenhuma visita a Tóquio é completa sem compras. A tentação é grande, as lojas são enormes e as vitrines são super bem produzidas. Não custa barato, mas achei os preços em Tóquio melhores do que os de Cingapura. Então… acabei não resistindo, mas foi por apenas uma tarde. Os outros dias foram dedicados exclusivamente à parte cultural! 🙂

Atração fora de Tóquio: Nikko

Durante nossa permanência em Tóquio, tiramos um dia para passear numa cidade próxima: Nikko. Essa cidade é famosa pelo Toshogu, o santuário mais rico e decorado do Japão e também por ser o local do mausoléu de Tokugawa Ieyasu, o Shogun fundador do Período Shokugawa.

Fomos e voltamos de “trem-bala” (seguido por um trem local muito cênico), já dentro do uso do nosso passe de trem da “JR – Japan Rail” .

Ida para Nikko-1

Nosso primeiro passeio no trem-bala

No dia em que fomos a Nikko, pegamos chuva. Foi o único dia que choveu em nossa viagem e foi até bom porque Nikko ficou ainda mais bonita e mais misteriosa, com a chuva, as nuvens subindo pela floresta (parecia fumaça de chaminés).

Nikko é espetacular. Um dos mais famosos símbolos são os três macaquinhos sábios que ficaram famosos mundo a fora  “não escutei, não vi e não falo”.

Nikko-inicio-3

Os três macacos sábios

De Tóquio fomos para Kyoto

Se quiser saber sobre as próximas viagens, assine para acompanhar o Blog ou receber os posts em seu email. Assim você será o primeiro a saber quando os próximos posts forem ao ar!  Em breve: Yellowstone National Park!   🙂

Obrigada pela visita! Comentários são sempre bem-vindos e compartilhamento do post nas mídias sociais também!  🙂

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About CeciliArchitect

World Traveler ~ Photographer ~ Social Media Specialist ~ Tourism Vancouver Certified Specialist ~ Independent Tour Manager and Events Coordinator ~ Blogger ~ Architect & Interior Designer (in my previous life)
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